E me chega assim, e se senta aqui, e me olha assim. E toma nas mãos o principal motivo que chamou minha atenção: violão! E vai, de mansinho, começando bem baixinho, pra que só eu possa ouvir. Na hora me ganha. Não é preciso mais nada. Dispensa qualquer coisa que poderia ser dita. Fecho os olhos e parece que nada mais existe. Só eu e o som. A música.
O coração começa a bater ritmado, compassado. O sangue começa a falar mais alto e logo reconheço. Não sei como, mas acertou. O mistério, o instrumento, a música.
Abro os olhos e é quase impossível me controlar. Vontade de ficar ali, pra sempre. E é quando me surpreendo novamente, ao ouvir a sua voz. E que voz! De onde você veio, para onde você vai? Posso ir também?
E no meio da multidão, você some. Vamos, separados, outros lugares. Temos que ir. Pra onde? Volte e toque, como nunca tocou antes. Toque mais, toque sempre! Pra que eu possa ouvir. Mas você não está mais. Miragem?
Ainda assim, pelo resto do dia eu pude ouvir. O som, a música, a voz.
Flamenco!
(Luana Camargo)

adorei Lu e como te disse vc escreve cada vez melhor!!Te amo amiga!!!
ResponderExcluirObrigada, Fran!! Te amo!!
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