Pode vir, sem medo. Já lhe abri a porta, basta entrar.
Venha, não fique aí parado. Já disse, não precisa ter medo. Dizem que sou forte, mas só quando necessário. Não vou lhe machucar. No fundo, sou mesmo menina. Preciso que venha pra cuidar de mim.
Venha, não é difícil, nem sou assim tão misteriosa quanto pareço. Sou transparente, mas só para quem merece ver. E eu sei que você merece, sei que você quer. Sei, porque somos iguais. Pequenos.
Venha, sei que quer entrar. Me tome, beba, engula.
Veja, tudo isso é meu, mas posso repartir. E escolhi você pra isso.
Não se esconda. Nem me esconda. Participe. Faça. Seja. Viva também em meu mundo. Me deixe viver o seu. E não se perca de mim, dentro de ti. E não se perca de ti, dentro de si próprio, nem se perca em mim.
Viu, não sou tão complicada. Não vivo de segredos. Só de mim. Do meu mundo, que pode ser seu, se quiser. Assim como quero que você seja meu, seja dele, viva em mim, viva nele, viva em si próprio, sendo assim, quem és, sem segredos, sem esconderijos.
Venha, sei que quer entrar. Me tome, beba, engula. E se tome, se beba, engula. Sacie-se para me saciar.
“Só não se perca ao entrar no meu infinito particular.”
(Luana Camargo – Última frase retirada da música de Marisa Monte)

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