quarta-feira, 7 de maio de 2014

"We'll be coming back!"

Não, não, eu não vim falar sobre a música. (Sim, eu gosto de Calvin Harris, mas não vim falar sobre isso. rs)
É que eu tô voltando, pessoas! Yeah, depois de dois anos OFF, "a boa filha à casa torna"! E venho cheia de novidades!

O Lar da Lua está passando por uma repaginada, tal qual minha cabecinha e a intenção deste blog. Portanto, prepare-se! A casa está em reforma! Tenho algumas ideias bacanas e em questão de dias vocês poderão presencia-las. Mas já vou avisando que a diferença será nítida.

Novos posts. Novo formato. Nova proposta.

Aguardem!

Fiquem na Paz!

Beeeeijos

Ps.: Apesar da diferença de abordagem que irá surgir, os posts antigos continuarão por aqui. Fazem parte de parte de mim e de minha vida, de quem fui. E o que fui também construiu quem sou hoje.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

É proibido não gostar do Carnaval (?)

               
Não me privo da liberdade de falar o que penso, não temo o julgamento alheio e respeito opiniões contrárias as minhas. As únicas exigências que faço é que também respeitem meu ponto de vista e não queiram modificar meus pensamentos. Se isso vier a acontecer um dia não será por algo que alguém me falou, e simplesmente porque eu mudei, talvez tenha evoluído ou passei a enxergar o mundo de maneira diferente.
            E é por isso mesmo que afirmo: eu detesto o carnaval. E há vários motivos para isso. E, exatamente por isso, quiseram me crucificar, tal qual fizeram com Cristo, por falta de entendimento.
            Que tal, então, começar esclarecendo o que é o carnaval? Muitos pensam que faz parte da história do nosso país, que é algo cultural. Pobres de conhecimento, não sabem que o carnaval surgiu há mais de 3 mil anos, na Grécia Antiga, cultuando ao deus Dionísio (deus da bebida). Na época, as primeiras seguidoras desse deus e, assim, dessa festa, foram as mulheres, que viram nessa época a oportunidade de fugir de seus maridos e “cair na folia”, pintando seus rostos, usando vestimentas transformadas ou rasgadas, cantando e gritando loucamente. Não muito tempo depois, os homens também aderiram a essa “festa”.
            Posteriormente a Igreja Católica se manifestou, determinando que a festa pagã que prega a liberalidade e os excessos ocorresse 47 dias antes da Páscoa, como “tempo da carne”, onde era permitido se exceder e ceder aos desejos carnais. Passado esse período, (que vai do 52º domingo antes da Páscoa até a quarta feira de cinzas), até a chegada do símbolo da ressurreição de Cristo, os cristãos deveriam “repensar suas vidas”.
            Agora perceba a incoerência desta “festa”. Faça o que quiser fazer, ceda aos instintos, afinal depois você terá muito tempo para pensar sobre as besteiras que fez. Não há como gostar de algo do gênero, tampouco considerar isso como cultural. E foi por defender tal ponto de vista que fui até mesmo chamada de “moça da Europa”, fui tida como pessoa que desvaloriza o próprio país, a própria história e cultura.
            Cultura, a meu ver, agrega valores, ensina, orienta. Cultura é comemorar o Dia do Índio, o Dia de Zumbi dos Palmares, o Dia da Bandeira, da República, da Independência. Cultura é conhecer a história de Tiradentes, da Princesa Isabel, saber os motivos pelos quais ambos lutaram. História é a Semana de 22, música é Tom Jobim, Chico Buarque, Vinícius de Moraes. Tudo isso (e ainda muito mais) é a verdadeira cultura brasileira, é a história de um país que me dá orgulho.
            Porque, então, deveria eu valorizar algo como o carnaval, que não agrega, que só destrói, que rebaixa o valor do ser humano? Porque deveria considerá-lo algo cultural? Haveria, então, os alemães, que valorizar o nazismo simplesmente por fazer parte da história de seu povo? É óbvio que não! É errado, é muito errado!
            Podem me chamar de careta, quadrada, religiosa-extremista, “santinha” ou até mesmo “pseudo-intelectual”, não me importo. Talvez eu seja mesmo de outro planeta ou evoluída demais para que acompanhem meu raciocínio, não sei. Não sou contra a alegria, a cultura do frevo e dos bonecos de Olinda, por exemplo. Sou sim completamente contra a vulgaridade e promiscuidade que se promove durante essa época do ano e que, infelizmente, a cada dia que passa, é considerada mais comum.
(Luana Camargo)



"Porque os que são segundo a carne inclinam-se para as coisas da carne; mas os que são segundo o Espírito para as coisas do Espírito."
(Romanos 8:5)


quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Quando o amor se vai


E eu vejo o que eu tanto temia acontecer bem em minha frente. E me vejo com braços e pernas amarrados. Impossível te abraçar na esperança de você permanecer, impossível correr em sua direção para que eu permaneça com você. Impossível exigir que você ainda sinta o mesmo e continue sendo como era antes. Você se esvai por entre os dedos como areia. Teu lugar já não é mais aqui. Teu lugar já não é mais dentro de mim.
(Luana Camargo)

domingo, 25 de dezembro de 2011

Então, é Natal

Que os presentes não venham somente com lindas embalagens, mas sejam recheados de amor, paz e generosidade. Que a união vá além de mesas postas, que a fartura não seja só de comes e bebes, mas que a vontade de fazer de cada dia um novo Natal prevaleça viva dentro de cada um de nós. Que o aniversariante de hoje, nosso Senhor Jesus Cristo, viva em nossos corações a cada minuto de nossas vidas. Que n...ão nos esqueçamos de agradecer a Ele por cada momento, por cada agrado que recebermos hoje, por cada pessoa que amamos e que está perto e mais ainda, por aqueles que não podem estar conosco, mas nos marcaram tanto que permanecem presentes em nossos corações.
Que a "noite feliz" seja multiplicada por todas as nossas noites, tardes e dias.
E que Ele viva! Que Ele brilhe! Que Ele reine!
(Luana Camargo)

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Desabafo


A cada dia me deparo com situações e pessoas que me entristecem. Não são necessariamente importantes para mim, mas acho que é importante pra qualquer pessoa ser verdadeiramente humano. Mas o que vejo é bem diferente, vejo pessoas que não dão a mínima para o resto do mundo, que só se importam com aquilo que as rodeia e que, pior do que isso sentem-se incomodadas com aqueles que querem “tentar mudar o mundo”, que querem abrir os olhos das pessoas, inclusive delas mesmas.
Só o que sei é que é muito cômodo e fácil ficar de braços cruzados em frente ao computador, usando Orkut, Twitter e afins, reclamando que o mundo não muda, mas quando alguém tenta lhe mostrar o que pode ser feito, reclamam, acham ruim, pedem pra parar. Parar com o que? Parar de ser consciente? Parar de querer fazer o bem e dividir isso com os outros? Parar de mostrar às pessoas o que pode ser feito para tentar transformar o mundo ao nosso redor e um pouco mais longe melhor? Sinto muito, mas eu não vou parar. Eu vou continuar sendo “chata”. E não é questão de ser politicamente correto ou não. Eu sou “chata” porque quero uma qualidade de vida melhor ao menos para mim e para aqueles que eu amo. E se quem eu amo também pensar assim, serão mais pessoas sendo ajudadas e ajudando. E se essas outras pessoas também pensarem da mesma maneira, o número de pessoas se multiplicará, cada vez mais.
Ser matriculado em uma faculdade (seja boa, mediana ou ruim) e freqüentar as aulas não é o suficiente, nem mesmo para se tornar um profissional. Não importa qual carreira se quer seguir, é necessário ser alguém humanizado. Mas muitos só terão convicção disso e só entenderão o que estou querendo dizer quando alguém que amam precisar de alguma ajuda. Ou pior, quando o próprio precisar de ajuda. Eu honestamente espero que não seja necessário chegar a esse ponto para que essas pessoas caiam em si e acordem para a realidade. A verdadeira realidade, não aquela de estudos, emprego, passeios, festas, amigos e bebedeiras.

Enfim, era isso que eu tinha a dizer. Não posso negar que teve uma influência pessoal. Aliás, se tornou algo pessoal e eu não queria isso. Mas a vida, nem mesmo a MINHA vida, é como imagino, portanto não tenho como controlar as pessoas e o que elas fazem. Às vezes não controlo nem a mim mesma! Rsrs
(Luana Camargo)



“E o que o ser humano mais aspira é tornar-se ser humano.” (Clarice Lispector)

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Metades de mim

Ando meio fora do compasso, meio fora de órbita, meio fora de mim.
Meio. Meia eu. Faltando pedaços. Faltando coragem de me recompor. Faltando.
Meia. Metade de mim querendo ser eu, por inteira.
 
(Monalisa Macêdo)

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Doze


“E que Dezembro traga com o vento os sorrisos que, por descuido, se perderam em Novembro.
            Que o Sol brilhe forte, mas não mais que nosso olhar. Que as luzes de Natal alegrem, mas que possamos alegrar ainda mais. Que os fogos de artifício estourem no ar, mas que nossa esperança nos permita continuar a caminhar, a fim de sermos ouvidos e vistos como eles: iluminados, grandes e memoráveis.
            Que o amor e a paz estejam presentes em todos os dias. E que o seu amor chegue, se ainda não chegou. Mas se ele já está, que permaneça. E que você encontre a paz em si mesmo. E que todos os dias você se olhe no espelho e sinta-se a mais especial das pessoas.”
(Luana Camargo)

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

É que eu te amo...


Dizem que a gente não pode perder o que a gente não tem. Está certo, é óbvio. E eu não te tenho, portanto nem ao menos corro o risco de te perder. Mas isso não ameniza nada. Eu não te tenho, mas você faz parte de mim, você é também aquilo que compõe quem eu sou. Você é o meu sorriso aberto, o brilho nos olhos, o pulsar do coração. E se eu te perder, vou perder parte de mim, parte daquilo que eu sou, que me faz ser eu.
Entende agora? Entende o medo? Entende o porquê de grudar em você, às vezes, tentando chamar sua atenção, ao mesmo tempo em que, outras vezes, me afasto, pra não me deixar perder em você, no seu riso, na sua voz, no seu espírito, que transcende o físico a fim de mostrar a todos como você é lindo, é puro, é perfeito. Um imperfeito, com seus defeitos, mas feito perfeitamente por Deus, para tornar meus dias perfeitamente felizes.
Eu não sei mais o que fazer. Só tenho vontade de gritar teu nome.
(Luana Camargo)

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Bem simples

            
         Tão bom. É o que posso dizer de como anda minha vida, minha rotina, meu dia-a-dia. Tudo tão bom, agradável, leve, calmo. A prova viva de que bons ventos sempre chegam, de que coisas se vão para que coisas eternamente melhores voltem, em dobro, triplo, quádruplo.
         Sabe, vai chegando o fim do ano começa a passar um filmezinho na cabeça. Começo a pensar nas vezes que sorri, que chorei, quem “culpei” por ambos. Naqueles que permiti que não só entrassem na minha vida, como fizessem parte dela. Naqueles que lutei pra afastar, naqueles que não significavam nada, naqueles passaram a significar. Cheguei a pensar ter perdido tempo, mas não. Hoje vejo que ganhei. O tempo que supostamente perdi, com pessoas que me faziam mal e eu nem me dava conta, com fatos que supervalorizei quando não era necessário, na verdade me deixou preparada para as coisas boas, ótimas, que viriam. E agora agradeço a Deus por ter me permitido vivenciar tantas coisas, passar por tantas turbulências. Foi no meio de uma delas que aquilo que vendava meus olhos caiu, e pude ver as pessoas que estava deixando passar por minha vida sem lhes dar o devido valor, sem permitir que elas me conhecessem e que eu as conhecesse.
         Tão bom. Tão bom ter permitido, tão bom ter conhecido, tão bom saber que existem pessoas de verdade, não meros seres que simplesmente estão, mas que sentem, que são. Tão bom saber que, mesmo demorado, eu consegui. Eu encontrei a amizade mais uma vez, eu encontrei mais gente, encontrei abrigo. Tão bom, ótimo, tão... maravilhoso! saber que ainda existem pessoas dignas de serem chamadas de amigo. Aquelas que te fazem sentir bem, te fazem sorrir, te permitem compartilhar coisas. Pessoas que você sabe que realmente te querem bem, assim como você quer a elas. Gente tão diferente de você, mas que te completa. Gente onde as atitudes, os gestos, as palavras, a simples presença se resume no mais sublime sentimento: amizade.
         Obrigada. Obrigada por chegarem na hora certa e me fazerem acreditar que sempre há coisas boas nos esperando na esquina. Basta olhar pro lado e decidir dobrar a rua, descobrir um novo caminho, ao invés de continuar na linha reta que, normalmente, não chega muito longe.
         A vida é um labirinto. A gente decide as curvas (ou os becos) por onde andar.




Dedico ao Dani e ao Gui. Não podiam chegar em melhor hora!

(Luana Camargo)

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

A mais covarde do mundo


"Promete que não conta a ninguém? Certo, eu tinha este sonho seguidamente. Eu ficava esperando muito tempo, até que o ônibus finalmente chegava. Eu estendia a mão, ele parava, e quando eu levantava o olhar pra checar a lotação, eu via você. Quer dizer, um cara. Mais ninguém, só você. E eu sabia. Simplesmente sabia que era você, que era ele. Que era minha vez de subir, que tinha um assento reserva...do com meu nome. Mas eu ficava paralisada, com vergonha e sem saber como agir, sem saber onde pôr as mãos. No fundo, eu tinha medo de subir porque eu teria de tomar a iniciativa, chamar atenção, fazer alguma coisa que fosse. Era mil vezes mais confortável enquanto eu esperava, esperava, esperava. Aí o ônibus arrancava e você, esse cara, girava o pescoço e ficava olhando pra trás, uma carinha linda de cão abandonado, até sumir na esquina. E eu ficava lá, parada, com os pés encravados no chão, vendo minha chance passar. Aí eu acordava ensopada de suor e me achando a mais covarde do mundo." (Gabito Nunes)