
“Eu nada sou além de rabiscos de mim mesma.
Eu sou tão linda, eu sou tão boa...
Alguém há de querer me fazer feliz para porra!”
(Evelyn Caroline)
"Mas os que esperam no Senhor renovarão as suas forças; subirão com asas como águias; correrão, e não se cansarão; andarão, e não se fatigarão." (Isaías 40:31)
Ao sol! À água! À amizade! À vida!
Existem tantas coisas que podem nos fazer querer brindar. Sábados com tardes de sol, casa da amiga, piscina, champanhe... Tantas alegrias!
Momentos assim são necessários constantemente. O problema é que nem sempre podemos estar perto, rindo, jogando conversa fora.
Por isso, eu preciso falar sobre elas, sobre o dia 23/04/2011. Preciso falar sobre as gargalhadas que só são possíveis quando estamos todas juntas, preciso falar sobre os conselhos, preciso falar sobre as loucuras que só nós sabemos fazer. Preciso falar sobre como nos completamos, mesmo sendo tão iguais.
É bom, é TÃO bom saber que elas estão ali. Às vezes, quando estamos juntas, eu paro e fico só olhando. Só pra agradecer a Deus pela presença delas em minha vida, só pra registrar na minha memória cada detalhe e cada instante. É engraçado, às vezes parece que eu tava longe, mas na verdade eu nunca estive tão perto, entende?
Porque é isso que eu acho que é amizade. É também amor, mas um amor diferente, pode-se dizer que inocente. Um amor sem malícia, sem desejo, sem sexo, porque não é nada disso que precisamos. Precisamos de companhia. É como amor de mãe, de filho, de irmão. Amor de amigo. Acho que é um dos tipos de amor mais sinceros, mais puros, mais honestos. Não se é amigo de alguém sem gostar desse alguém. É amigo porque gosta. Ou seja, AMA porque gosta. Não é como em tantos relacionamentos chamados AMOR onde não existe realmente o sentimento, onde a única coisa que interessa é o contato, o físico, o beijo, o toque.
Amizade é mais bonita. Amor de amigo é mais real. Dá pra ter mais certeza de que se ama e é amado.
E eu amo. Demais. Amo todos, mas hoje estou falando delas. As melhores, as principais, as protagonistas do meu circulo de amizade. Aquelas que percebem quando não estou bem só por uma troca de palavras pelo MSN. Aquela que está longe e me liga pra chorar. Aquela que está perto e me liga pra me elogiar e me fazer pensar sobre mim mesma. Aquela que compartilha comigo até mesmo a profissão. Aquela que gosta de ver meus trabalhos. Aquelas com quem escolhi compartilhar a vida! Quem eu escolhi chamar também de família!
“Você me faz bem quando chega perto com esse seu sorriso aberto.”
(Luiza Possi)
(Luana Camargo)
"Vai sim, vai ser sempre assim, a sua falta vai me incomodar. E quando eu não aguentar mais vou chorar baixinho, pra ninguém ouvir.

Essa noite eu escrevi o nome dele em um papel, em letras grandes. Olhei, mas nem pensei muito. Guardei por um momento. Fui fazer outras coisas.
Mas essa noite eu escrevi o nome dele não para guardá-lo, como já fiz uma vez e, por sinal, ainda tenho. O velho bilhete em folha sulfite declarando o que eu sentia (e ainda sinto e acho que sempre sentirei). Não. Hoje o bilhete, o papel, não era romântico. Era um pedaço pequeno, representando exatamente o que eu sinto por ele. Algo pequeno, que não pode me afetar tanto. Ou, ao menos, o que eu quero que seja. Não quero que passe de um papel retirado de um bloquinho de anotações, daqueles que a gente leva na bolsa ou ficam ao lado do telefone. Aqueles que servem unicamente para anotações e, logo após o uso, são jogados fora, amassados, picados.
É isso. Até o pouco que sinto por ele tem que ser amassado, picado, jogado fora. Eu sei que não é algo que vai me fazer bem. Como alguém que nada tem haver comigo pode me fazer bem? Como que alguém que é/faz coisas completamente contrárias aquilo que eu sempre achei legais em um cara pode me fazer pirar como já fez? Como, (nossa!), como alguém que durante meeeeeses eu insisti dizendo que não dava a mínima, que nunca rolaria nada, que só gostava de conversar, como, de repente, eu fui me deixando levar? Eu não sou assim. O que aconteceu comigo? O que está acontecendo?
Logo eu, que sempre tive um “nível” tão alto para me interessar por alguém, sempre fui tão exigente. Ultimamente tenho me decepcionado comigo mesma. Como meu gosto caiu. Como meu padrão mudou. Como qualquer coisa que aparecer na minha frente eu já fico imaginando e fantasiando. Como eu fiquei boba. Ao invés de amadurecer, parece que estou desamadurecendo. E não estou falando de beleza física, não. Nem posso. Sonho, sim, com o príncipe encantado, loiro, alto, olhos azuis. Mas não é disso que estou falando. Falo daquela coisa clichê chamada “beleza interior”. Uma pessoa ser legal, bacana, alegre, expansiva, de uma maneira que dê para ter uma conversa gostosa. Sim, isso é legal. Mas falta algo. Falta honestidade. Falta INTEGRIDADE. Falta um olhar menos malicioso por qualquer coisa que se faça. Falta uma conversa sem outras intenções. Uma conversa onde você realmente possa ser você, sem que a outra pessoa esteja só esperando uma brecha pra cair em cima. Falta uma mão no ombro, ao invés de cintura. Falta um olhar atento e preocupado.
Sabe do que senti falta essa semana? Sabe o que me fez acordar e perceber que burra estou sendo insistindo nisso tudo? Eu estar quase chorando e, quem eu menos esperava, perceber. Quem eu pensei que perceberia (ou será que eu QUERIA que percebesse?) não deu a mínima. Nem notou quão mal eu estava. Muito menos percebeu o motivo.
E é aí que eu vejo que esse não é ele. Pra ele foda-se se eu estou chorando, dane-se o motivo. Aliás, se o motivo for ele, então, “uhuull, tá com a bola toda, hein?!” Não, meu caro, não está com tudo isso. Eu é que sou assim. Eu é que me importo demais, dou valor demais, me APEGO fácil demais. Eu é que me menosprezo demais e, por isso, choro demais. Não é que você seja “tudo isso”, mas EU É QUE NÃO ME SINTO “NADA DISSO”!
Mas tenho para mim que meu nível caiu tanto porque realmente eu não acho que tenho valor. Logo, como atrair alguém que seja o sonho de consumo de toda garota/mulher? Não, meu subconsciente deve ter pensado: Qualquer coisa que aparecer dando mole tá de bom tamanho. Aí eu caí em minha própria armadilha. Mas quero me soltar dessa teia. Não, chega, não quero mais. Por mais que alguns digam pra eu ir em frente, só eu sei o que está se passando em minha cabeça, a confusão em que ela gira. Preciso desligar. Preciso de algo tranqüilo, calmo, como era com o outro, por quem eu continuo esperando. Alguém que me aceite como a menina que eu sou e que não espere de mim um mulherão sexy só porque tenho pernas grossas. Alguém exatamente como eu acho que não sou capaz de conseguir.
“Eu quero a sorte de um amor tranqüilo. Com sabor de fruta mordida.” (Cazuza, ah, como te admiro e como queria ter te conhecido!)
Ps.: Víni, obrigada por querer me bater! Rsrs Por favor, continue assim pra sempre! (:
Ps².: Fui rasgar o papel e jogar no vaso sanitário (como me falaram! rsrs). Com licença. ;)
(Luana Camargo)

Não me engane, não me engane. É só o que eu peço. Não minta pra mim, com palavras, com olhares, com gestos, com intenções falsas. Não. A última coisa que eu preciso são mentiras “bem intencionadas”, aquelas que as pessoas mentem pra nos fazer sentir bem. Não. Sem pena, sem piedade, sem dó de mim. Sem me iludir, sem me enganar, sem fingir que gosta quando não gosta, que acha quando não acha. Fala a verdade, joga tudo na minha cara. É claro, eu vou chorar, pois choro por qualquer coisa mesmo. Mas há de ser o melhor, sem dúvida.
Não quero mais me iludir por palavras, por “achometros”, por fantasias que eu mesma crio. Não. Acho que já percebi meu lugar no mundo e vou me reter a ele. Quieta. Sem nem pensar em querer, em gostar, em falar, em SENTIR. Esse último, muito menos. Não quero sentir. Vou providenciar uma anestesia geral, pra que eu não sinta mais nada: dor, medo, mágoa, raiva... amor, carinho, afeto, apego. Nada. Sendo bom ou ruim, não quero sentir. Até porque todo sentimento bom, quando se trata de mim, se torna ruim. Amor vira raiva, carinho vira mágoa, apego vira... nojo (?).
Se não posso ter aquilo que eu quero, que pelo menos eu não tenha o que eu não quero.
Luana Camargo