"Mas os que esperam no Senhor renovarão as suas forças; subirão com asas como águias; correrão, e não se cansarão; andarão, e não se fatigarão." (Isaías 40:31)
quarta-feira, 30 de novembro de 2011
quinta-feira, 17 de novembro de 2011
É que eu te amo...
Dizem que a gente não pode perder o que a gente não tem. Está certo, é óbvio. E eu não te tenho, portanto nem ao menos corro o risco de te perder. Mas isso não ameniza nada. Eu não te tenho, mas você faz parte de mim, você é também aquilo que compõe quem eu sou. Você é o meu sorriso aberto, o brilho nos olhos, o pulsar do coração. E se eu te perder, vou perder parte de mim, parte daquilo que eu sou, que me faz ser eu.
Entende agora? Entende o medo? Entende o porquê de grudar em você, às vezes, tentando chamar sua atenção, ao mesmo tempo em que, outras vezes, me afasto, pra não me deixar perder em você, no seu riso, na sua voz, no seu espírito, que transcende o físico a fim de mostrar a todos como você é lindo, é puro, é perfeito. Um imperfeito, com seus defeitos, mas feito perfeitamente por Deus, para tornar meus dias perfeitamente felizes.
Eu não sei mais o que fazer. Só tenho vontade de gritar teu nome.
(Luana Camargo)
quarta-feira, 16 de novembro de 2011
Bem simples
Tão bom. É o que posso dizer de como anda minha vida, minha rotina, meu dia-a-dia. Tudo tão bom, agradável, leve, calmo. A prova viva de que bons ventos sempre chegam, de que coisas se vão para que coisas eternamente melhores voltem, em dobro, triplo, quádruplo.
Sabe, vai chegando o fim do ano começa a passar um filmezinho na cabeça. Começo a pensar nas vezes que sorri, que chorei, quem “culpei” por ambos. Naqueles que permiti que não só entrassem na minha vida, como fizessem parte dela. Naqueles que lutei pra afastar, naqueles que não significavam nada, naqueles passaram a significar. Cheguei a pensar ter perdido tempo, mas não. Hoje vejo que ganhei. O tempo que supostamente perdi, com pessoas que me faziam mal e eu nem me dava conta, com fatos que supervalorizei quando não era necessário, na verdade me deixou preparada para as coisas boas, ótimas, que viriam. E agora agradeço a Deus por ter me permitido vivenciar tantas coisas, passar por tantas turbulências. Foi no meio de uma delas que aquilo que vendava meus olhos caiu, e pude ver as pessoas que estava deixando passar por minha vida sem lhes dar o devido valor, sem permitir que elas me conhecessem e que eu as conhecesse.
Tão bom. Tão bom ter permitido, tão bom ter conhecido, tão bom saber que existem pessoas de verdade, não meros seres que simplesmente estão, mas que sentem, que são. Tão bom saber que, mesmo demorado, eu consegui. Eu encontrei a amizade mais uma vez, eu encontrei mais gente, encontrei abrigo. Tão bom, ótimo, tão... maravilhoso! saber que ainda existem pessoas dignas de serem chamadas de amigo. Aquelas que te fazem sentir bem, te fazem sorrir, te permitem compartilhar coisas. Pessoas que você sabe que realmente te querem bem, assim como você quer a elas. Gente tão diferente de você, mas que te completa. Gente onde as atitudes, os gestos, as palavras, a simples presença se resume no mais sublime sentimento: amizade.
Obrigada. Obrigada por chegarem na hora certa e me fazerem acreditar que sempre há coisas boas nos esperando na esquina. Basta olhar pro lado e decidir dobrar a rua, descobrir um novo caminho, ao invés de continuar na linha reta que, normalmente, não chega muito longe.
A vida é um labirinto. A gente decide as curvas (ou os becos) por onde andar.
Dedico ao Dani e ao Gui. Não podiam chegar em melhor hora!
(Luana Camargo)
sexta-feira, 11 de novembro de 2011
A mais covarde do mundo
"Promete que não conta a ninguém? Certo, eu tinha este sonho seguidamente. Eu ficava esperando muito tempo, até que o ônibus finalmente chegava. Eu estendia a mão, ele parava, e quando eu levantava o olhar pra checar a lotação, eu via você. Quer dizer, um cara. Mais ninguém, só você. E eu sabia. Simplesmente sabia que era você, que era ele. Que era minha vez de subir, que tinha um assento reserva...do com meu nome. Mas eu ficava paralisada, com vergonha e sem saber como agir, sem saber onde pôr as mãos. No fundo, eu tinha medo de subir porque eu teria de tomar a iniciativa, chamar atenção, fazer alguma coisa que fosse. Era mil vezes mais confortável enquanto eu esperava, esperava, esperava. Aí o ônibus arrancava e você, esse cara, girava o pescoço e ficava olhando pra trás, uma carinha linda de cão abandonado, até sumir na esquina. E eu ficava lá, parada, com os pés encravados no chão, vendo minha chance passar. Aí eu acordava ensopada de suor e me achando a mais covarde do mundo." (Gabito Nunes)
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