"Mas os que esperam no Senhor renovarão as suas forças; subirão com asas como águias; correrão, e não se cansarão; andarão, e não se fatigarão." (Isaías 40:31)
domingo, 31 de julho de 2011
"Vem, cara, me repara"
Medo
quinta-feira, 21 de julho de 2011
Pulsante
domingo, 17 de julho de 2011
Paixão de vinte minutos
Libertação
sábado, 16 de julho de 2011
Feias bonitas
Se você não é nenhuma Gisele Bündchen, não há motivo para se desesperar em frente ao espelho. Quem dera ser uma deusa, mas não sendo, há chance de ser incluída no time das interessantes. Junte nove lindas e uma mulher interessante e será ela quem vai se destacar entre as representantes do marasmo estético. Perfeição, você sabe, entedia.
Mulher interessante é aquela que não nasceu com tudo no lugar, a não ser a cabeça - e, às vezes, nem isso, pois as malucas também têm um charme diabólico. A mulher interessante não é propriamente bonita, mas tem personalidade, tem postura, tem um enigma no fundo dos olhos, uma malícia que inquieta a todos quando sorri - e um nariz diferente. São também conhecidas como feias bonitas.
Eu poderia citar um batalhão de feias bonitas que, aqui no Brasil, são públicas e notórias, mas vá que elas não considerem isso um elogio. Então vou dar um exemplo clássico que vive a quilômetros de distância: Sarah Jessica Parker. É uma feia lindona. Uma feia classuda. Uma feia surpreendente. Adoro este tipo de visual. Mulheres com rostos difíceis de classificar, que não se enquadram em nenhum padrão.
Quando Meryl Streep estreou como coadjuvante em Manhattan, filme de Woody Allen, chamou a atenção não só pelo talento, mas pelo seu ar blasé, seu porte altivo e uma sobrancelha que arqueava interrogativamente, como se perguntasse: e aí, você já decidiu se lhe agrado ou não? Paralisante.
Esse gênero de mulher não figura nos anúncios da Lancôme e não possui um rosto desenhado com fita métrica: olhos, boca e nariz a uma distância equilibrada um dos outros. Nada disso. A feia bonita é aquela que não causa uma excelente impressão à primeira vista. Ao contrário, causa estranhamento. As pessoas se questionam. O que é que essa mulher tem? Ela tem algo. Pronome indefinido: algo.
Ficar bonitinha, muitas conseguem, mas ter algo é para poucas. Não dá para encomendar num consultório de cirurgia plástica. Não adianta musculação, dieta, hidratantes. Feias bonitas têm a boca larga demais. Ou um leve estrabismo. Ou um nariz adunco. Ou seja, este algo que elas têm é algo errado. Mas que funciona escandalosamente bem.
E há aquelas que não têm nada de errado, mas também nada de relevante. Um zero a zero completo, e ainda assim se destacam. Um exemplo? Aquela menina que atuou em Homem-Aranha e Maria Antonieta, a Kirsten Dunst. Jamais será uma Michelle Pfiefer, mas a menina tem algo. Quem dera esse algo fosse vendido em frascos nos freeshops da vida.
Se o fato de ser uma feia bonita é, digamos, uma ótima compensação, ser um feio bonito é o prêmio máximo. Não sei se você concorda, mas eles são mais atraentes que os bonitos bonitos. Não que seja tolerável um narigão num homem: ele tem que ter um! Nada de baby face. É obrigatório uma cicatriz, ou um queixo pronunciado, um olhar caído. Você está lembrando de um monte de cafajestes, eu sei. Ou de um monte de italianos. É esse tipo mesmo, você pegou o espírito da coisa.
Feias bonitas e feios bonitos tornam a vida mais generosa, democrática, divertida e interessante. Não podemos ter tudo, mas algo se pode ter.
domingo, 5 de junho de 2011
Sensações
sábado, 4 de junho de 2011
Despedida

Já não dá mais pra manter nenhum restinho de você em minha vida. Passou a ser insuportavelmente irritante.
Engraçado como as coisas mudam, né? Um dia você foi o cara mais bacana, mais legal, mais alegre, com quem eu mais queria estar. Me fazia bem, me alegrava, era como se preenchesse meu dia com a alegria e o bom humor que faltavam. Hoje não. Hoje sou completa por mim e só. Sou alegre na medida certa, meu humor varia conforme a pessoa mereça. E sua alegria, seu bom humor, passaram a ser falsos pra mim.
Aquilo que eu mais admirava, hoje eu desprezo. Aquele que eu dizia de boca cheia: “Te adoro!” hoje eu evito olhar no rosto. Não suporto, me dá raiva, não sei, um misto de sentimentos, todos ruins, que fazem mal unicamente a mim. E é exatamente por isso que te evito.
Então, por favor, prefiro que também aja assim comigo, se não for pedir muito. Prefiro o desprezo mútuo, a rejeição mútua, do que ser sempre a única que se entrega ou foge. Ama ou odeia. Então, como um dia desejei que me quisesse, hoje quero que me desqueira. Inclusive minha amizade. Esqueça. Esqueça tudo. Esqueça inclusive que um dia lhe entreguei aquilo que se passa dentro de mim, do meu íntimo. Esqueça de mim.
(Luana Camargo)
sábado, 28 de maio de 2011
Nunca
quarta-feira, 25 de maio de 2011
"Make up tonight with you. You much better."
Dizer o que? Esperar o que? Insistir, continuar? Não, não mais. Já tentei, já lutei, já insisti, mas não. Não é o que ele quer e eu não posso obrigar ninguém a me querer. Cada um tem seus gostos, cada um sabe o que prefere pra si, o que (acha que) é melhor.
Desistir? Não, não estou desistindo. Estou optando por aquilo que me é melhor: EU MESMA. Minha saúde metal, física, emocional e espiritual em acordo, em paz, de bem. E eu estou bem. Muito bem. Até por que sei quem perderá nisso tudo. Ou ele (e você) acha que foi melhor a escolha? Analise a situação, analise as pessoas...
Eu sei que “sou melhor”. Tenho consciência de que sou uma pessoa muito mais agradável de se conviver, capaz de transmitir segurança a quem estiver comigo, capaz de manter uma boa conversa, com um bom nível, sou inteligente, legal, simpática, boa pessoa, responsável, decidida, esforçada, batalhadora, todos sabem que tenho um “futuro promissor” exatamente por me dedicar tanto ao que faço, que é também o que amo. Sou bonita, me visto bem, sei me portar nas mais diversas situações, não “dou em cima” de qualquer homem que apareça na minha frente, não sou vulgar, tenho caráter, valores e princípios, me preocupo com sustentabilidade e acessibilidade, sou carinhosa, meiga, doce, menina-mulher. Além de tudo isso ainda toco violão, canto, escrevo, componho, desenho, danço...
Não, não estou querendo dizer que sou perfeita, tenho plena consciência disso. Tenho minhas frescuras, meus nhem-nhem-nhens, sou preguiçosa, me irrito muuuito facilmente, sou mimada, me apego, acredito, espero... Sou “menininha” quase em período integral, confio nas pessoas...
Mas mesmo assim, apesar de toda essa lista fruto de uma super auto-estima que “baixou” em mim há alguns dias, ele ainda prefere a fácil, a que se oferece pra todos, a que não sabe levar uma boa conversa, sobre assuntos realmente interessantes e relevantes. Aquela que ele e todos sabem que é pra satisfazer prazeres a curto prazo. Aquela que ninguém “vai com a cara”, “dada”, um corpo realmente bonito, admito, mas de rosto deixa a desejar. Sem cultura, sem futuro.
Se é o que ele deseja, ok, vá em frente, meu caro. Para conseguir o que ela tem a oferecer não é preciso muito esforço, portanto não terá do que se gabar.
Enquanto isso, continuarei a ser a bonequinha de porcelana que atrai olhares, que chama a atenção exatamente por ser diferente. A menina Lolita que consegue mexer com o imaginário simplesmente por sem quem sou, sem precisar ser promíscua.
Agora me diz, o que tenho que fazer? Continuar insistindo? Esperando ele decidir que quer alguém “de verdade”? Não. Eu cansei e decidi, e dessa vez é definitivo. Não sou a segunda opção dele, nem um joguinho. Também não sirvo pra aumentar seu ego, pra que ele saia exibindo por aí, dizendo “olha quem tá a fim de mim, pagando mó pau!”. E ele não me engana. Ele é “desses”.
E é aí que eu percebo: sou MUITA areia pra CHARRETE dele!
(Luana Camargo)







