Tão bom. É o que posso dizer de como anda minha vida, minha rotina, meu dia-a-dia. Tudo tão bom, agradável, leve, calmo. A prova viva de que bons ventos sempre chegam, de que coisas se vão para que coisas eternamente melhores voltem, em dobro, triplo, quádruplo.
Sabe, vai chegando o fim do ano começa a passar um filmezinho na cabeça. Começo a pensar nas vezes que sorri, que chorei, quem “culpei” por ambos. Naqueles que permiti que não só entrassem na minha vida, como fizessem parte dela. Naqueles que lutei pra afastar, naqueles que não significavam nada, naqueles passaram a significar. Cheguei a pensar ter perdido tempo, mas não. Hoje vejo que ganhei. O tempo que supostamente perdi, com pessoas que me faziam mal e eu nem me dava conta, com fatos que supervalorizei quando não era necessário, na verdade me deixou preparada para as coisas boas, ótimas, que viriam. E agora agradeço a Deus por ter me permitido vivenciar tantas coisas, passar por tantas turbulências. Foi no meio de uma delas que aquilo que vendava meus olhos caiu, e pude ver as pessoas que estava deixando passar por minha vida sem lhes dar o devido valor, sem permitir que elas me conhecessem e que eu as conhecesse.
Tão bom. Tão bom ter permitido, tão bom ter conhecido, tão bom saber que existem pessoas de verdade, não meros seres que simplesmente estão, mas que sentem, que são. Tão bom saber que, mesmo demorado, eu consegui. Eu encontrei a amizade mais uma vez, eu encontrei mais gente, encontrei abrigo. Tão bom, ótimo, tão... maravilhoso! saber que ainda existem pessoas dignas de serem chamadas de amigo. Aquelas que te fazem sentir bem, te fazem sorrir, te permitem compartilhar coisas. Pessoas que você sabe que realmente te querem bem, assim como você quer a elas. Gente tão diferente de você, mas que te completa. Gente onde as atitudes, os gestos, as palavras, a simples presença se resume no mais sublime sentimento: amizade.
Obrigada. Obrigada por chegarem na hora certa e me fazerem acreditar que sempre há coisas boas nos esperando na esquina. Basta olhar pro lado e decidir dobrar a rua, descobrir um novo caminho, ao invés de continuar na linha reta que, normalmente, não chega muito longe.
A vida é um labirinto. A gente decide as curvas (ou os becos) por onde andar.
Dedico ao Dani e ao Gui. Não podiam chegar em melhor hora!
(Luana Camargo)

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