Eu pensei que tivesse me curado por completo, mas não. Essa doença ainda não saiu de mim, não inteiramente.
Mas algo está diferente. Aliás, bem diferente. Realmente, não tenho mais os mesmos sintomas d’antes. Agora acho mais que há a curiosidade. De saber o por que. O que houve, o que está acontecendo. Com ele. Comigo. Conosco.
Eu sei que de nada adianta eu perguntar, as pessoas mentem. Nunca saberei a verdade. Só sobre o meu ponto de vista, aquilo que a meus olhos é a verdade. E aquilo que eu sei que é a minha verdade.
Ainda assim, eu irei. Sim, eu sou chata, sou teimosa, vou perguntar. Não custa. Não ofende. E responderá se quiser, não será obrigado. Mas eu realmente quero saber. Eu errei? Errei em desistir? Deveria continuar correndo atrás até que se cansasse e eu ficasse com um coração machucado mais uma vez?
Não, moço, sinto muito. Dessa vez eu pus um fim antes que eu me ferisse mais. E estava recuperada. Mas porque agora passou a me tratar assim? Nunca quis te expelir de minha vida. Ao contrário, reprimi o que estava sentindo exatamente para que pudéssemos continuar a sermos. Mas acho que você se chateou. Estava bom me ter a seus pés? Meus agrados bobos, inocentes, meus sorrisos fáceis...
Você bem poderia continuar a tê-los, mas não. Não merece. Não me merece. Mas poderia até mesmo merecer. Mas... Isso já depende de você, só de você. E eu sei que você mesmo sabe disso também. Sabe que eu mereço alguém melhor do que você é hoje. Não sei como foi um dia, não sei como será. Mas saiba que eu não esperarei. Não por você.
(Luana Camargo)
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