
Não me engane, não me engane. É só o que eu peço. Não minta pra mim, com palavras, com olhares, com gestos, com intenções falsas. Não. A última coisa que eu preciso são mentiras “bem intencionadas”, aquelas que as pessoas mentem pra nos fazer sentir bem. Não. Sem pena, sem piedade, sem dó de mim. Sem me iludir, sem me enganar, sem fingir que gosta quando não gosta, que acha quando não acha. Fala a verdade, joga tudo na minha cara. É claro, eu vou chorar, pois choro por qualquer coisa mesmo. Mas há de ser o melhor, sem dúvida.
Não quero mais me iludir por palavras, por “achometros”, por fantasias que eu mesma crio. Não. Acho que já percebi meu lugar no mundo e vou me reter a ele. Quieta. Sem nem pensar em querer, em gostar, em falar, em SENTIR. Esse último, muito menos. Não quero sentir. Vou providenciar uma anestesia geral, pra que eu não sinta mais nada: dor, medo, mágoa, raiva... amor, carinho, afeto, apego. Nada. Sendo bom ou ruim, não quero sentir. Até porque todo sentimento bom, quando se trata de mim, se torna ruim. Amor vira raiva, carinho vira mágoa, apego vira... nojo (?).
Se não posso ter aquilo que eu quero, que pelo menos eu não tenha o que eu não quero.
Luana Camargo
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